sábado, 24 de agosto de 2013


O silêncio que precede a chuva

Por favor segure minha mão...
...as vezes tenho medo.
Não existe conforto quando estou longe.
Não me sinto seguro aqui fora.
As folhas flutuam com o vento
O céu se acinzenta lentamente
Sinto um pavor invadir-me...
Evito procurar, chorar...
...sozinho.
Não importa quão assombrado eu esteja...
Quando você está por perto,
Tudo parece ficar bem
Só não solta minha mão...
Posso ver acima da linha dos telhados
Vejo uma senhora tirando as roupas do varal,
...vejo um quintal.
As crianças correm no fim da rua
Uma tela me é posta em preto e branco,
Existem tantos detalhes que meus olhos marejados custam perceber
Eu odeio te ferir tanto assim
E odeio me ferir também
Seus segredos me cegam como nuvens poluídas.
Como a poeira que se assenta com a chuva
Que a verdade floresça em nós.
E as flores cubram a terra...
Tem uma porção de água suspensa no céu
Que nunca cai no deserto.
Viajam a mil pés de altura...
Tão longe e tão dentro de nós.
A vida se vestiu de tempestade
Contínua...ininterrupta.
Tocando meu coração ressequido...
...silenciosamente.  

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