sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

imerso

A margem

Meu espírito contrito precipita rio abaixo
Na azáfama de partir...
Mortificado, cansado rende-se.
No silêncio submerso de ilusões
Águas turvas, entorpece, afoga
Decrépito, exausto...
… gira descompassadamente em águas revoltas
indeterminado se entrega...
Fica à mercê de seus sonhos espirituais
Atordoado e desfalecido...
visualiza os sonhos de menino
… estende-lhes a mão,
e os vê virarem de costas.
Afunda de novo...
Se na carne já não sabe
vê uma corda com tantos nós,
Te lembra um rosário...
Um estrépito ao bater num galho
Segura forte seu rosário corda
Vê em suas contas a própria vida
Que calada lhe é devolvida
E na volta cautelosa
Respira...

David 03-01-2014