A margem
Meu espírito contrito
precipita rio abaixo
Na azáfama de
partir...
Mortificado, cansado
rende-se.
No silêncio submerso
de ilusões
Águas turvas,
entorpece, afoga
Decrépito, exausto...
… gira
descompassadamente em águas revoltas
indeterminado se
entrega...
Fica à mercê de
seus sonhos espirituais
Atordoado e
desfalecido...
visualiza os sonhos
de menino
… estende-lhes a
mão,
e os vê virarem de
costas.
Afunda de novo...
Se na carne já não
sabe
vê uma corda com
tantos nós,
Te lembra um
rosário...
Um estrépito ao bater
num galho
Segura forte seu
rosário corda
Vê em suas contas a
própria vida
Que calada lhe é
devolvida
E na volta cautelosa
Respira...
David 03-01-2014
