sábado, 26 de julho de 2014

Agradeço todos dias aos meus medos, porque na ausência deles, jamais existiria coragem... morrer como um covarde. Não temo o amor tampouco o ódio. Aos que se iludem nos traços do poeta, saibam que a mesma mão que segura a caneta também empunha a espada. Meus versos afiados e subjetivos cantam a tristeza e dilaceram a carne, corta os ossos e semeia  flores, falam sobre rios e montanhas, falam sobre horrores e vingança.  Meus olhos contemplam a beleza do crepúsculo e a destruição natural. Ainda ouço o choro dos inocentes, ainda ouço o meu próprio choro. Que a honra esteja comigo pra versar e pra lutar, que nenhum sangue seja derrubado em vão, e que nenhuma estrofe seja  escrita sem antes ter nascido em minh'alma.
         Agradeço todos dias aos meus medos, porque na ausência deles, jamais existiria coragem.