Atrofia
Decidi
naquela noite morna,
Quando
nada mais valia a pena...
Quando
eu estava parado, sentado,
Levantar
e começar a me mover...
Por
entre portas destrancadas.
E
escadarias infinitas...
Fixei
firmemente o punho no corrimão,
E
cada passo parecia mais distante do anterior
Cada
passo foi tão único...
Havia
milhas e milhas de escadas,
Suficientes
para causar a exaustão
Todo
espaço era amplo...
Com
portas e vidraças por todos lados
Pessoas
sentadas nos cafés
Felizes...
Estava
aterrorizado pelo significado
Portas
sem fechaduras
Mas
eu não podia entrar
Quando
eu já não tinha forças
Ela
apareceu e me pegou pelo braço
Tinha
duas vozes saindo de sua boca
Era
incompreensível o que falava
Havia
duas pessoas conversando em meu cérebro
E
nesse momento tudo ficou frio...
Fui
puxado e jogado pra trás...
...e
percebi o ato em forma de pergunta
Quando
foi que você se tornou tão infeliz?
Levanto
minha cabeça e vejo uma escada
Recobro
a consciência e estou sozinho
Arrasto-me
lentamente...
Continuo
subindo, subindo
O
ar fica fino, sufocante...
...me
esforço
até
parar de respirar.
E
de repente eu vi que estava
do
lado de fora, num platô...
Como
um sótão...
..sem
caixas e sem teto
Posso
ver um milhão de telhados daqui
E
pude ver a verdade...
...o
sentimento,
então
fui devorado...
E
dentro das mandíbulas da imensidão
Ouvi
seus uivos de dor...
e
em forma de música
obtive
a resposta...
Que
sou tão pequeno!
Tão
pequeno...
menor
que uma estrela...David 18-10-2013
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