O discurso
E pude observar-te enquanto
discursavas num tom demasiadamente eloquente.
Passei horas pensando no sentido
psicológico que tal entonação provoca nos ouvintes e porque
preferimos a eloquência à verdade de pensar.
Fomos condicionados a pensar através
de outras mentes, a seguir rastros confortáveis e padrões
pré-configurados que margeiam as linhas a que devêssemos seguir.
Num dia não muito típico em que a
introspecção me absorve, quis entender porque precisamos de um
líder, seja ele qual for, espiritual, político ou mesmo cultural
para nos influenciar ou para simplesmente dar razão a essa vida
insignificante.
Fazemos todos parte de um modelo
egoisticamente definido onde a liberdade é apenas uma alusão do que
significa ser livre. Ter liberdade hoje é reinar sobre os outros
homens e sobre tudo que existe na terra, principalmente sobre os
recursos que dela tiramos para sobreviver.
Até mesmo deuses são criados com o
propósito de escravizar as pessoas para que delas se extraia a
obediência que muitas vezes só era obtida através da força,
forçando-as pensar que seu destino foi traçado e que seu sofrimento
será compensado em uma vida fora dessa latrina que vivemos, assim se
torna extremamente fácil conduzi-las por um caminho onde a elite e
seus elitistas acham conveniente que eles andem. Seria o planeta
herança de uns poucos escolhidos?
A elite decide o que é certo e
errado, os padrões a serem seguidos e cabe a mídia globalizada a
responsabilidade de “impô-los” de forma sutil e um tanto quanto
pop. Hoje somos influenciados no que comemos, vestimos e a forma
espiritualmente ética de vivermos em sociedade. Tudo isso com um
veículo de comunicação e um fantoche que discursa eloquentemente
bem.
David 17-03-2013
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