terça-feira, 31 de dezembro de 2013

MMXIV

Não farei promessas a ninguém
...ainda menos para mim
Vou sonhando desse jeito
silencioso, inquieto
despreocupado com desdém...

destilando utopias vãs,
Sereno ei de estar;
Se tiver um entardecer,
um ventinho devagar,
uns sorrisos de crianças,
um lugar pra descansar...
E um café em minhas manhãs...

Eu, sendo insignificante
tendo uns sonhos delirantes...
o gosto amargo dum cigarro-
uma caneta, um pensamento
e uns livros na estante...

E o tempo varre meu tempo
Minha senda se encurta;
Se nessa vida, eu menti
se no amor não fui atento
sei, tem coisas que não lembro
quais não se apagarão
e as terei pro meu alento...

Não farei promessas...
Da esperança me desprendo.
Sei, na vida não há planos
só quero a calmaria
para usar naqueles dias
quando estou com pressa...


David 31-12-2013

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